Genial/Quaest: Cláudio Castro lidera corrida para o Senado no RJ com 12%

Ex-governador do Rio de Janeiro está inelegível até 2030, mas mantém preferência de votos para a Casa Alta

Caio César

Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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O ex-governador Cláudio Castro (PL) lidera a disputa em todos os cenários por uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro neste ano. É o que mostra a mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27).

Nos dois cenários testados, Castro detém 12% das intenções de voto ao Senado, ficando à frente de Benedita da Silva (PT), com 10%, e Felipe Curi (PL), com 6%. O ex-governador também é o preferido para ser a primeira escolha do eleitor: 15% votariam primeiro nele, enquanto 9% o colocariam na segunda cadeira disponível.

Apesar da liderança na disputa pelo Senado, a preferência por Castro para uma vaga na Casa Alta contrasta com a avaliação negativa de sua gestão à frente do governo fluminense.

Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados reprovam a administração do ex-governador, enquanto 35% aprovam e 18% não souberam responder. O número representa uma queda drástica na popularidade do governo, que em outubro de 2025 tinha 53% de aprovação e apenas 40% de rejeição.

Para chegar a esse resultado, a pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.200 pessoas entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-00613/2026.

Inelegível

Neste mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022.

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O ex-governador não teve o mandato cassado porque renunciou ao cargo um dia antes do julgamento.

A defesa de Castro ainda pode apresentar embargos de declaração, mas o recurso não tem poder para alterar o resultado do julgamento — serve apenas para esclarecer pontos da decisão. Outra via legal seria questionar o caso no Supremo Tribunal Federal (STF).