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Ibovespa Futuro cai com inflação no Brasil e nos EUA e tensões no Irã no radar

Inflação sobe 0,88% em março, acima do esperado pelo mercado

Felipe Moreira

Espaço B3 (Foto: Divulgação)
Espaço B3 (Foto: Divulgação)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (10), após recorde de fechamento na véspera. Investidores repercutem dados de inflação no Brasil, enquanto aumentam as expectativas de uma pausa no conflito no Oriente Médio e abertura do Estreito de Ormuz conforme Israel busca negociações com o Líbano. Às 9h06 (horário de Brasília), o índice com vencimento em abril tinha leve queda de 0,08%, a 196.055 pontos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março na comparação com fevereiro. Na base anual, o IPCA teve alta de 4,14%. Expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,77% na comparação mensal e de 4% em 12 meses.

Nos EUA, os números do índice de preços ao consumidor de março serão divulgados às 9h30, com expectativa de que tenha registrado o maior aumento em quase quatro anos, de 0,9%, diante do aumento dos preços do petróleo e do repasse das tarifas.

No Oriente Médio, o Irã citou os ataques contínuos de Israel ao Líbano como um dos principais entraves em seu acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, que exige que Teerã reabra o Estreito de Ormuz. Delegações de Teerã e Washington terão discussões no Paquistão no sábado.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,04%, S&P Futuro subia 0,05% e o Nasdaq Futuro tinha alta de 0,11%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro com vencimento em maio caía 0,13%, aos R$ 5,076 na venda.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente no azul, apesar das preocupações com o Estreito de Ormuz, que deve permanecer praticamente fechado.

No Japão, a primeira-ministra, Sanae Takaichi, afirmou nesta sexta que o país planeja liberar reservas de petróleo equivalentes a 20 dias a partir de maio, segundo a Reuters. O Japão possuía reservas de petróleo suficientes para 230 dias em 6 de abril.

Os preços do petróleo avançam em meio às tensões em torno do Estreito de Ormuz, com a importante rota marítima ainda em grande parte fechada, apesar do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

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(Com Reuters)