Secretário-geral da Otan: aliança precisa superar dependência prejudicial dos EUA

"Aliados são extremamente dependentes dos EUA ainda", afirmou Mark Rutte

Estadão Conteúdo

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Budapeste - 07/11/2024 (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Budapeste - 07/11/2024 (Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, disse nesta quinta-feira, 9, que a Europa precisa garantir mais força militar e que a entidade se encontra dependente dos Estados Unidos.

Rutte fez os comentários em um discurso no Instituto Ronald Reagan em Washington, após visita à Washington destinada a acalmar as tensões com a administração Donald Trump.

“Aliados são extremamente dependentes dos EUA ainda”, afirmou ele, acrescentando que o compromisso de Donald Trump com o progresso reverteu mais de uma geração de estagnação, “ao lembrar à Europa que os valores devem ser respaldados pelo poder duro”.

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Segundo ele, a meta para os países-membros de aumentar seus gastos com defesa para 5% do PIB até 2035 ajudará a garantir que a Otan do futuro não seja uma aliança na qual os aliados dependam de “forma prejudicial” dos EUA.

“Os aliados estão agindo rapidamente para garantir os orçamentos, ampliar suas forças armadas e disponibilizar os recursos de que sabemos que precisamos. No entanto, está claro que precisaremos de mais”, frisou.

Rutte falou que alguns aliados demoraram um pouco para fornecer o apoio de que os EUA precisavam no Irã, mas que, agora, a Europa está oferecendo um apoio maciço. “A Aliança não está ignorando os perigos”, enfatizou.