Galípolo diz que pagamento de CDBs pelo FGC ao Master foi correto antes de liquidação

Presidente do BC afirma que processo permitiu análise de alternativas de mercado e revela que banco confessou dificuldade após veto à aquisição pelo BRB em 2025

Estadão Conteúdo

Atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de entrevista coletiva à imprensa, ainda na condição de diretor de Política Monetária
19/12/2024
REUTERS/Adriano Machado/foto de arquivo
Atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de entrevista coletiva à imprensa, ainda na condição de diretor de Política Monetária 19/12/2024 REUTERS/Adriano Machado/foto de arquivo

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira, 8, que foi correta a decisão do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de pagar por CDBs vincendos para apoiar o Master. “Esse processo foi importante para que você pudesse esgotar de maneira adequada todo o processo de análise de soluções alternativas de mercado, sem aumentar o tamanho do banco”, disse, em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Galípolo também relembrou que em setembro de 2025 o próprio Master chegou a entregar uma comunicação onde reconheceu sua dificuldade e propôs sair do mercado. Isso ocorreu depois que o BC negou a proposta de o Banco de Brasília (BRB) adquirir a instituição.

“Mas, ao longo desse processo, aquele passivo que extrapolava o que o FGC conseguia garantir vai consumindo o caixa do banco, até que, no dia da liquidação, o banco tinha em caixa um valor que era 10% do valor de vencimento que ele tinha para pagar naquele dia, efetivamente. E isso gera a liquidação do banco”, disse.

Galípolo também mencionou que a autarquia jamais foi apresentada ou conheceu os supostos investidores árabes alegados pelo Master na época.