Publicidade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “impaciente” para fazer progresso em direção ao fim do conflito com o Irã e instruiu sua equipe de negociação a se engajar com os iranianos de boa fé, disse o vice-presidente JD Vance na quarta-feira (8).
Falando em um evento em Budapeste durante sua viagem à Hungria, Vance afirmou que um acordo é possível se o Irã negociar com sinceridade, mas advertiu que, embora algumas partes do sistema iraniano estivessem abordando as negociações de forma construtiva, outras não estavam. Ele descreveu a situação como uma “trégua frágil”.
“O presidente dos Estados Unidos me disse, e disse a toda a equipe de negociação, ao secretário de Estado, ao enviado especial Steve Witkoff: ´Vão e trabalhem de boa fé para chegar a um acordo´”, declarou Vance.

Ormuz vai mesmo reabrir? Operadores de 800 navios adotam cautela
Companhias de navegação consultam seguradoras e assessores de segurança após o cessar-fogo entre EUA e Irã, mas pouco mudou no tráfego pela estreito na manhã desta quarta; detalhes do acordo seguem incertos

Irã celebra “derrota histórica” dos EUA, e Trump cita “grande dia para paz mundial”
Ambos os lados reivindicaram vitória após cessar-fogo de duas semanas; negociações prosseguem ainda nesta semana
“Ele está impaciente. Está impaciente para progredir. Ele nos disse para negociar de boa fé, e acho que se eles negociarem de boa fé, conseguiremos chegar a um acordo. Mas esse é um grande ‘se’ e, em última análise, cabe aos iranianos decidir como negociar. Espero que eles tomem a decisão certa”, disse Vance.
Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão, potencialmente interrompendo uma guerra de seis semanas que matou milhares de pessoas, espalhou-se pelo Oriente Médio e causou uma interrupção sem precedentes no fornecimento de energia mundial.
Trump anunciou o acordo no final da terça-feira, apenas duas horas antes do prazo que ele havia estabelecido para que o Irã abrisse o bloqueado Estreito de Ormuz ou enfrentaria a destruição de “toda a sua civilização”.