Após cessar-fogo, EUA e Irã avançam para negociações presenciais no Paquistão

Casa Branca confirma que discute encontro direto com autoridades iranianas; delegação americana deve incluir o vice-presidente, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner

Equipe InfoMoney

O presidente dos EUA, Donald Trump, retorna à Casa Branca após Israel e os EUA lançarem ataques contra o Irã, em Washington, D.C., EUA, 1º de março de 2026. REUTERS/Nathan Howard/Foto de arquivo
O presidente dos EUA, Donald Trump, retorna à Casa Branca após Israel e os EUA lançarem ataques contra o Irã, em Washington, D.C., EUA, 1º de março de 2026. REUTERS/Nathan Howard/Foto de arquivo

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O governo Trump prepara negociações presenciais com autoridades iranianas nos próximos dias, em um passo que pode marcar o início das tratativas para um acordo de longo prazo entre os dois países.

“Há discussões sobre conversas presenciais, mas nada é definitivo até ser anunciado pelo presidente ou pela Casa Branca”, disse a secretária de imprensa da presidência, Karoline Leavitt.

O encontro deverá ocorrer em Islamabade, com mediadores paquistaneses presentes, segundo as autoridades. A reunião ganhou viabilidade com o anúncio do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã na noite de terça-feira.

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Segundo a CNN, a delegação americana deve incluir o enviado especial Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner e o vice-presidente JD Vance. Vance está em visita à Hungria, e fontes indicaram à emissora que uma parada pode ser acrescentada ao roteiro caso o calendário permita.

Do lado paquistanês, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif formalizou o convite às duas delegações para negociações em Islamabade na sexta-feira (10). “Esperamos sinceramente que as ‘Conversas de Islamabade’ alcancem uma paz sustentável e desejamos compartilhar mais boas notícias nos próximos dias”, escreveu Sharif no X.

O Paquistão se posicionou como mediador do conflito ao longo das últimas semanas, apoiado em vínculos históricos com Teerã e Washington. O país faz fronteira com o Irã, compartilha laços culturais e religiosos com o vizinho e abriga a maior população de muçulmanos xiitas fora do território iraniano.