ETF brasileiro EWZ sobe 4% com cessar-fogo no Irã; ADR da Petrobras desaba 8%

O movimento segue o das bolsas internacionais

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

(Reprodução: Freepik)
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O cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã desencadeou uma onda de alívio em ativos de risco, impulsionado o desempenho dos mercados globais. Às 5h41 (horário de Brasília), o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, subia 4%, a US$ 40,00, no pré-mercado desta quarta-feira (8).

Na contramão, os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) da Petrobras (PETR3;PETR4) recuavam acompanhando a derrocada do petróleo. Os papéis PBR registravam queda de 8,20%, a US$ 19,02, enquanto PBR-A recuavam 8,36%, a US$ 17,26.

O Irã aceitou a proposta de cessar-fogo feita pelo Paquistão e indicou que o Estreito de Ormuz será reaberto por duas semanas. A resposta do Irã ocorreu logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que concordou em suspender o ataque e bombardeio ao Irã por duas semanas.

Trump celebrou o acordo como um “grande dia para a paz mundial” e projetou uma “era de ouro do Oriente Médio”. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, por sua vez, declarou que o país obteve uma vitória e forçou Washington a aceitar em princípio seu plano de paz de dez pontos.

“O Irã quer que isso aconteça, eles já aguentaram o suficiente”, escreveu Trump na rede Truth Social. O presidente disse que os EUA “ajudarão com o tráfego no Estreito de Ormuz” e que as forças americanas permanecerão na região “para garantir que tudo corra bem”.

Em sentido oposto, o conselho iraniano afirmou, em comunicado reproduzido pela mídia estatal do país que “o inimigo sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora”. O órgão disse que os EUA aceitaram, em princípio, levantar todas as sanções primárias e secundárias contra o Irã, retirar forças de combate americanas de todas as bases na região e reconhecer o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

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