Moura Dubeux (MDNE3) desaba 9% apesar de divulgar dados operacionais positivos

Construtora reportou lançamentos (%MD) de R$ 1,28 bilhão no trimestre

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Foto: Divulgação/Moura Dubeux
Foto: Divulgação/Moura Dubeux

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As ações da Moura Dubeux (MDNE3), que acumulam alta de 38% no ano e 114% nos últimos doze meses, desabavam nesta terça-feira (7), após a construtora divulgar seus dados operacionais do primeiro trimestre de 2026 (1T26). Por volta das 11h10, os papéis da companhia recuavam 9,03%, a R$ 28,91.

O Itaú BBA considerou sólidos os resultados operacionais, com lançamentos e vendas bem acima de suas expectativas, já positivas, impulsionadas principalmente pela antecipação de projetos relevantes para o trimestre.

A equipe do BBA acredita que esse resultado acima do esperado reforça a capacidade da empresa de expandir os lançamentos e destaca a força da demanda na região Nordeste. Atualmente, o banco projeta R$ 5,5 bilhões em lançamentos para 2026, mas não descarta um potencial de alta.

Para Bradesco BBI, os dados operacionais da Moura Dubeux indicam forte aceleração de atividade no início de 2026, com lançamentos (%MD) somando R$ 1,28 bilhão no trimestre, alta de 218% no comparativo anual e de 29% frente ao trimestre anterior, distribuídos em oito projetos, majoritariamente no segmento de Condomínios, que respondeu por 66% do PSV lançado (%MD).

O BBI também comenta que o consumo de caixa, excluindo dividendos e follow-on, foi de R$ 120 milhões no 1T26, acumulando R$ 218 milhões em doze meses. Em janeiro, a companhia realizou uma oferta subsequente de ações no valor de R$ 483 milhões.

Na avaliação do BTG Pactual, companhia apresentou resultados operacionais sólidos no 1T, com vendas líquidas acima das suas estimativas e velocidade de vendas de 21,5%. Apesar dos resultados positivos, o banco destacou que a participação de 35% nos projetos do MCMV foi uma surpresa negativa, considerando a estrutura de JV com a Direcional e a participação de 70% na Ún1ca.

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Recomendação de compra

O Bradesco BBI disse continuar com visão construtiva para MNDE3, sustentada pela melhora da liquidez das ações após o follow-on (oferta subsequente de ações), pelo bom momentum operacional e pela estratégia de crescimento no segmento do Minha Casa Minha Vida, que suporta um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de lucro por ação de 24% entre 2025 e 2027. Além disso, o papel negocia a um valuation atrativo, em torno de 5,5 vezes o lucro projetado para 2026. Diante desse conjunto, o banco reiterou recomendação de compra.

O BTG e o Itaú BBA também reiteraram recomendação de compra para Moura Dubeux, com preço-alvo de R$ 44 e R$ 43, respectivamente.