PF informa ao STF que não recebeu imagens das câmeras usadas por PMs na megaoperação

Informação consta em ofício presente na ADPF 635 e assinado por diretor-geral da PF, o delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues

Agência O Globo

Integrantes da unidade especial da Polícia Militar se reúnem para deter suspeitos de tráfico de drogas durante uma operação policial contra o tráfico de drogas na favela da Penha, no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de outubro de 2025. REUTERS/Aline Massuca
Integrantes da unidade especial da Polícia Militar se reúnem para deter suspeitos de tráfico de drogas durante uma operação policial contra o tráfico de drogas na favela da Penha, no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de outubro de 2025. REUTERS/Aline Massuca

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A Polícia Federal enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal informando que a Polícia Militar do Rio ainda não enviou à instituição as imagens das câmeras corporais usadas por agentes na megaoperação de outubro, quando 122 pessoas morreram nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. No documento, assinado pelo diretor-geral da PF, o delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues, em primeiro de abril, há ainda o pedido de mais prazo para que peritos consigam analisar todo o material.

O ofício, presente no processo da ADPF 635, tem seis considerações totais. Entre elas, a informação de que a PF recebeu, até o momento, apenas imagens das câmeras de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil. Desse material, dois arquivos de vídeo estão com erro de leitura, e outro foi enviado sem identificação. A soma do conteúdo é de aproximadamente 400 horas de gravação.

Além disso, houve o pedido de mais prazo de análise do material, considerando ainda a expectativa de que a PM responda ao ofício com o que está pendente. A decisão anterior estipulou 15 dias para o trabalho da PF, mas o delegado Andrei Augusto tenta uma ampliação para 90 dias.

O Globo procurou a PM para um posicionamento, mas não teve resposta até a publicação dessa matéria.

Nota de correção

Nesta reportagem, utilizamos indevidamente uma imagem do equipamento Axon Body 4, da empresa AXON Brasil. Esclarecemos que a AXON não é fornecedora de câmeras corporais para a PMERJ. A solução atualmente utilizada pela corporação é fornecida pela empresa L8 Group. A imagem já foi corrigida.

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