Defesa de Bolsonaro quer irmão de Michelle como cuidador na prisão domiciliar

Pedido foi enviado a Alexandre de Moraes; hoje apenas equipe médica e familiares residentes podem permanecer na casa sem aval prévio do STF

Caio César

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega em casa para começar a cumprir prisão domiciliar, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, depois de ter sido condenado pela maioria dos ministros da Corte por tramar um golpe para permanecer no poder após perder a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega em casa para começar a cumprir prisão domiciliar, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, depois de ter sido condenado pela maioria dos ministros da Corte por tramar um golpe para permanecer no poder após perder a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Publicidade

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de sua esposa, Michelle Bolsonaro, possa atuar como cuidador durante os 90 dias de prisão domiciliar.

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e solicita que Carlos Eduardo seja incluído entre as pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente.

Na decisão que permitiu a prisão domiciliar durante o período estipulado, Moraes autorizou apenas profissionais da equipe médica e familiares que moram na casa a permanecer na residência fora dos períodos de visita, sem necessidade de autorização prévia do STF.

A defesa de Jair Bolsonaro alega que Michelle, a filha e a enteada do ex-presidente têm compromissos profissionais e pessoais que impedem a permanência integral ao lado dele, o que justificaria a necessidade de uma pessoa de confiança para auxiliá-lo no dia a dia.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista. A prisão domiciliar temporária foi concedida após o ex-presidente ter sido internado para tratar um quadro agudo de broncopneumonia.