Lula reitera intenção da Petrobras recomprar a refinaria de Mataripe

Presidente defende retomada da unidade vendida ao fundo Mubadala em 2021

Reuters

Presidente da Republica Luiz Inacio Lula da Silva durante Reunião Ministerial, realizada no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da Republica Luiz Inacio Lula da Silva durante Reunião Ministerial, realizada no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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2 Abr (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que determinará a anulação de leilão de GLP, o gás de cozinha, realizado pela Petrobras, alegando que houve ágio de 100% no preço do gás vendido pela estatal e a população não tem condição de arcar com esse custo.

“Agora fizeram um leilão com ágio de 100%. Como é que você vai permitir que o povo arque com essa responsabilidade? Não vai, pode ficar certa, não vai”, disse o presidente em entrevista à TV Record Bahia, em Salvador, onde participará de cerimônia sobre investimentos em mobilidade urbana nesta quinta-feira.

“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras: não vamos aumentar GLP, não vamos aumentar. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras e nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão”, disse Lula, repetindo que o governo não permitirá que a população brasileira pague o preço da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que tem elevado os preços do petróleo e gás globalmente.

Na entrevista, Lula também reiterou intenção de que a Petrobras recompre a refinaria de Mataripe. A refinaria foi vendida pela estatal brasileira em 2021, no governo Jair Bolsonaro, para o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos Mubadala.

O presidente também fez a avaliação de que a inflação está baixa no Brasil e voltou a defender a redução da taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano.

Lula disse ainda à emissora baiana que a compra de casa assistida pode se tornar permanente no âmbito do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, defendeu a necessidade de o Congresso Nacional aprovar a proposta de emenda à Constituição da Segurança Pública e ainda apontou a China como o país que tem mostrado mais disposição de trabalhar com o Brasil.

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(Por Lisandra Paraguassu, em Brasília; texto de Eduardo Simões; edição de Paula Arend Laier e Isabel Versiani)