Lula diz que só vai “sossegar” quando preço do diesel parar de subir

O governo já lançou mão de medidas tributárias e de fiscalização para conter a alta dos preços, mas segue acompanhando a alta dos preços dos combustíveis com atenção

Reuters

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
31/03/2026
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 31/03/2026 REUTERS/Adriano Machado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que seu governo vai empreender todos os esforços para evitar a alta do preço do óleo diesel, que tem efeito inflacionário sobre os alimentos, e defendeu que a guerra no Irã, promovida pelos Estados Unidos e Israel, não pode prejudicar os brasileiros.

O governo já lançou mão de medidas tributárias e de fiscalização para conter a alta dos preços, mas segue acompanhando a alta dos preços dos combustíveis com atenção, dada a importância do tema no custo de vida da população e seus impactos na popularidade do presidente, que tentará a reeleição em outubro.

“E agora, o que está acontecendo com a guerra do Irã? O preço do combustível está subindo. E, com os preços do combustível subindo, isso vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz, vai chegar em tudo o que a gente compra”, disse Lula, em evento de comemoração dos 21 anos do Prouni dos 14 anos da Lei de Cotas em São Paulo.

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“Nós estamos jogando com o que a gente puder: com a Polícia Federal, com o Ministério Público, com todos os órgãos de fiscalização. Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do (Donald) Trump. A guerra não é do povo brasileiro, e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, afirmou.

Os preços do diesel no Brasil, que importa cerca de 25% de suas necessidades, já subiram perto dos 15% desde o início da guerra, com impacto da alta do petróleo que disparou após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

Juízo

Enquanto discursava na cerimônia em São Paulo, Lula aproveitou para comentar um artigo publicado em veículos internacionais chamando a atenção dos líderes dos países que ocupam assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

“Quando a ONU foi criada, em 1945, o Conselho de Segurança — e os seus membros permanentes, que são esses cinco países — foi criado para manter a paz no mundo. E eles estão fazendo guerra. Estão fazendo uma guerra”, disse.

“É preciso dar um recado a esses cinco senhores que são membros do Conselho de Segurança da ONU: criem juízo. O mundo precisa de paz. O mundo não precisa de guerra. Que se reúnam e parem com essa guerra”, defendeu.