Petrobras elevará preços do querosene de aviação em 55%, diz controladora da Gol

A medida ocorre como resultado do aumento dos ‌preços globais do petróleo, impulsionado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã

Reuters

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Avião da gol parado. (Foto: Divulgação/Gol)
Avião da gol parado. (Foto: Divulgação/Gol)

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SÃO PAULO, 31 Mar (Reuters) – ⁠O Grupo Abra, holding que controla a companhia ⁠aérea Gol, informou nesta terça-feira que a Petrobras (PETR3;PETR4) elevará os ‌preços do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% a partir de 1º de abril.

A medida ocorre como resultado do aumento dos ‌preços globais do petróleo, impulsionado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e pode intensificar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas de suas maiores empresas, Gol e Azul, se recuperam de processos de reestruturações de dívidas.

O ⁠combustível ‌é responsável por mais de 30% dos custos operacionais das companhias ⁠aéreas no Brasil, onde a Petrobras é a maior produtora de petróleo e responsável pela maior parte da atividade de refino.

A petroleira ajusta os preços do combustível de aviação no início de cada mês com base em fatores como os preços globais ​do petróleo e as taxas de câmbio.

A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

TARIFAS MAIS ALTAS

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O aumento nos preços do ​combustível de aviação, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, tem abalado o setor de aviação global, forçando as companhias aéreas a aumentar as tarifas e revisar suas perspectivas financeiras.

O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, disse que o aumento da Petrobras em abril será ‘moderado’ ‌em comparação com o aumento dos preços globais, ​acrescentando que a estratégia da empresa petrolífera de ajustes mensais de preços ajuda as companhias aéreas a administrar custos mais altos.

Ainda assim, ele reconheceu em uma conferência com ⁠analistas que a Abra — ​que também controla ​a colombiana Avianca — precisa aumentar os preços em cerca de 10% para cada aumento de ⁠US$1 por galão nos preços do ​combustível de aviação.

A rival Azul disse na semana passada que havia aumentado as tarifas médias reservadas em mais de 20% ao longo de três semanas ​e que vai limitar o crescimento para mitigar os preços mais altos do combustível, reduzindo sua capacidade doméstica em 1% ​no segundo trimestre.

REAÇÃO DO ⁠GOVERNO

O jornal Folha de S.Paulo noticiou na segunda-feira que o governo brasileiro anunciaria um pacote ⁠de medidas para amenizar o impacto dos preços mais altos do petróleo sobre as companhias aéreas locais, incluindo uma linha de crédito para a compra de combustível e cortes de impostos.

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O Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.