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A Vale (VALE3) apresentou nesta terça-feira seu primeiro Vale Base Metals Day (VBM Day), evento dedicado ao negócio de metais básicos, reforçado pela companhia como um dos pilares de expansão no longo prazo.
A área deve ganhar peso significativo na operação: segundo projeções, o VBM deve representar entre 30% e 35% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado a partir de 2035, avanço relevante frente aos 22% estimados para 2025 e aos 10% observados em 2024.
No encontro, a mineradora divulgou um plano detalhado para quase dobrar a produção de cobre ao longo da próxima década. A meta é atingir 700 mil toneladas ao ano até 2035, com crescimento financiado pelo próprio negócio, que já opera com geração positiva de caixa.
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Até 2030, a produção deve subir para um intervalo entre 420 mil e 500 mil toneladas, impulsionada por projetos como Bacaba/Sossego, Salobo, Polimetálicos e Alemão. Entre 2030 e 2035, o avanço adicional será sustentado pela ampliação de Alemão, pelo joint venture com a Glencore, por Paulo Afonso e por Cristalino/118. A empresa ainda vê potencial de ir além dessa meta com exploração adicional e expansão de capacidade de usinas.
A Vale também destacou fundamentos favoráveis para os chamados minerais críticos. A empresa estima que o mercado global precisará de 10 milhões de toneladas adicionais de cobre até 2040, enquanto enfrenta desafios como longos ciclos de desenvolvimento e aumento dos custos de capital.
O metal é considerado essencial para energias renováveis, eletrificação e data centers. No caso do níquel, a Vale projeta que o mercado deve deixar o atual período de excesso de oferta e migrar para déficit a partir de 2035, apoiado pela demanda de defesa e veículos elétricos.
O VBM passa por um processo de turnaround desde o carve-out (segregação de ativos), com foco em produtividade, redução de custos e disciplina de capital. Em 2025, dos cerca de US$ 2 bilhões previstos de aumento do EBITDA da divisão em relação a 2024, aproximadamente US$ 800 milhões devem vir de maiores volumes e eficiência, enquanto US$ 1,2 bilhão será resultado de preços e câmbio.
O Itaú BBA mantém recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para as ações da Vale (VALE3) e projeta preço-alvo de US$ 19,50 para os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) para o fim de 2026.
