Relatório governista indicia 170 pessoas e culpa gestão Bolsonaro por fraude do INSS

Documento produzido por apoiadores de Lula apresentará argumentos para afastar crise no INSS do atual governo

Estadão Conteúdo

Brasília - 01/12/2025 - Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília - 01/12/2025 - Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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O relatório paralelo que o governo apresentará na CPMI do INSS nesta sexta-feira (27) indiciará 170 pessoas e culpará a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por falhas sistemas no controle e omissão para impedir a evolução do esquema fraudulento de descontos associativos em aposentadorias.

No geral, o documento apresentará argumentos consistentemente trazido por petistas durante a CPMI para afastar a crise no INSS do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais aliados e que o aumento da arrecadação de entidades fraudulentas em 2023 e 2024 seria explicado em razão de acordos de cooperação técnica (ACT) firmados ainda durante era Bolsonaro.

“São destacados atos normativos do governo Bolsonaro que alterou deliberadamente regras que removeram barreiras de controle e criaram o ambiente propício para expansão do esquema de fraudes”, diz o sumário do relatório do governo distribuído a aliados, o qual o Estadão teve acesso.

Esse texto será apresentado pelo grupo, que pretender aprovar sua versão como o parecer final da CPMI do INSS. Governistas trabalham para que o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), de oposição, seja vencido no voto.

O parecer de Gaspar tem mais de 5 mil páginas e deverá ter mais de 200 indiciados. O parlamentar disse, ao longo da semana, que estuda a possibilidade de incluir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como um entre as duas centenas de nomes. Como mostrou o Estadão, a sessão desta sexta-feira deve ser marcada por uma disputa de pareceres.

O parecer alternativo separa o grupo criminoso em oito núcleos (os mencionados já estão sob investigação na Polícia Federal), todos sob controle de um núcleo central, que seria encabeçado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. São estes:

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