Antes mesmo de ser prorrogada, CPMI do INSS aprovou nova quebra de sigilo

Comissão aprovou dois requerimentos antes mesmo de saber se seria prorrogada pelo período de até 120 dias

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Em entrevista coletiva, Carlos Viana comentou a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de restringir o acesso às provas armazenadas na sala-cofre da CPMI do INSS. Foto: Agência Senado
Em entrevista coletiva, Carlos Viana comentou a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de restringir o acesso às provas armazenadas na sala-cofre da CPMI do INSS. Foto: Agência Senado

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Mesmo sem uma definição se seria prorrogada ou encerrada no próximo dia 28, a CPMI do INSS aprovou dois requerimentos na manhã desta quinta-feira (26). Um deles permite a convocação do presidente da Associação Nacional de Correspondentes Bancários, Lourival Rocha Junior, e o outro autoriza a quebra de sigilos bancário e telemático de Fábio Gomes Paixão Rosa, ex-secretário parlamentar do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG).

A medida que tem como alvo o ex-secretário ocorre após registros analisados pelo colegiado indicarem que ele recebeu transferência de R$ 40 mil da empresa HM Moto Peças Pneus e Artefatos de Borracha — que obteve R$ 4 milhões de um núcleo financeiro ligado à Conafer, investigada pelos descontos irregulares em benefícios concedidos pelo INSS.

CPMI prorrogada

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura as fraudes no INSS teve a continuidade dos trabalhos prorrogada na tarde desta quinta-feira. O tamanho da extensão concedida ainda será discutido internamente entre membros do colegiado.

A decisão foi anunciada após o ministro André Mendonça, do STF, autorizar a extensão das atividades por até 120 dias e estabelecer prazo de 48 horas para que o Congresso formalizasse o pedido.

Diante da ausência de manifestação do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre dentro do período considerado pelo Supremo, o senador e presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a comissão passaria a operar com base na determinação judicial.

“Como decisão judicial a gente cumpre, a gente não questiona, exatamente o que temos feito, em nome dos aposentados, dos órfãos, das viúvas, de um Brasil que quer o combate à corrupção, eu declaro prorrogada essa CPMI”, disse o senador no anúncio.

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Caio César
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