Para CEO do JPMorgan, guerra no Irã é arriscada, mas pode estabilizar Oriente Médio

Jamie Dimon afirma que conflito eleva riscos no curto prazo, mas pode abrir caminho para maior estabilidade política e econômica na região

Sara Baptista

Jamie Dimon, presidente e CEO do JPMorgan Chase, participa da cerimônia de colocação da viga final do novo edifício da sede global do JPMorgan Chase, localizado na 270 Park Avenue, em Nova York, EUA, em 20 de novembro de 2023. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de Arquivo
Jamie Dimon, presidente e CEO do JPMorgan Chase, participa da cerimônia de colocação da viga final do novo edifício da sede global do JPMorgan Chase, localizado na 270 Park Avenue, em Nova York, EUA, em 20 de novembro de 2023. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de Arquivo

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O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, defendeu nesta terça-feira (24) os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, afirmando que, ainda que a guerra traga riscos no curto prazo, ela pode resultar em uma paz duradoura no Oriente Médio no longo prazo.

“Acho que a guerra com o Irã traz uma chance melhor a longo prazo — provavelmente é mais arriscado a curto prazo, porque não sabemos o resultado”, disse.

A fala de Dimon aconteceu durante uma conferência em Washington, capital dos Estados Unidos, na qual ele conversava com Mike Gallagher, ex-deputado e executivo da Palantir, empresa de análise de dados e inteligência artificial.

Ele argumentou que o ponto principal é o fato de haver vários atores envolvidos que querem uma paz duradoura, citando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Estados Unidos e Israel. “A atitude não é a mesma de 20 anos atrás. Todos eles querem isso”, afirmou.

O CEO também disse que sua perspectiva se baseia em uma visão econômica, já que considera necessária a estabilidade para manter ou ampliar os investimentos estrangeiros na região. “Eles não podem ter vizinhos lançando mísseis balísticos contra seus centros de dados”, exemplificou.

O conflito no Oriente Médio, que atinge não apenas o Irã, mas também o Líbano e outros países do Golfo, já vem trazendo consequências para a economia global. A principal delas é a alta no preço dos combustíveis, uma vez que o Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, impedindo a passagem de boa parte dos navios.

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