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Mesmo após a Petrobras (PETR4) elevar os preços do diesel em 12% na semana passada, o Goldman Sachs ainda vê a estatal praticando preços cerca de 33% abaixo da referência internacional, já considerando o subsídio do governo a produtores e importadores.
Em meio a um fluxo recente de notícias, que inclui riscos de escassez de diesel no Brasil, suspensão de leilões de combustíveis, possibilidade de greve de caminhoneiros e esforços do governo para reduzir impostos estaduais, investidores passaram a questionar a necessidade de novos reajustes.

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Relatos indicam que a Petrobras reduziu cotas de fornecimento a distribuidoras, possivelmente devido à demanda elevada. Cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, e preços domésticos muito abaixo dos internacionais podem desestimular importações, aumentando a demanda pelo produto da estatal.
A companhia também suspendeu leilões de combustíveis previstos para o início da próxima semana. Esses leilões vinham sendo realizados com preços entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro acima dos praticados nas refinarias, o que gerou reclamações de distribuidoras. A suspensão reacendeu preocupações com eventual escassez.
O banco também destaca que o aumento de impostos estaduais no início do ano pode ter incentivado a formação de estoques pelas distribuidoras, elevando os níveis de inventário.
Nesse contexto, Goldman Sachs mantém a visão de que a governança atual da Petrobras deve protegê-la de interferências e vê espaço para novos aumentos no curto prazo, especialmente após a suspensão dos leilões e o movimento do governo para reduzir tributos estaduais, o que poderia mitigar o impacto ao consumidor.
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Por outro lado, o banco reconhece o risco de greve dos caminhoneiros, relembrando o episódio de 2018, quando o governo optou por subsidiar os preços, e avalia que o mercado segue relativamente bem abastecido, o que reduz a urgência de novos reajustes.
Preferência por PRIO (PRIO3)
Nesse cenário, o Goldman Sachs mantém preferência relativa por PRIO (PRIO3), com recomendação de compra, citando a possível aceleração do campo de Wahoo e a expectativa de uma nova política de remuneração ao acionista no curto prazo.
A recomendação de compra para Petrobras também foi mantida, com base em um dividend yield projetado de cerca de 12% em 2027 (considerando Brent a US$ 70/barril), embora reconheça que o ruído sobre preços do diesel pode pressionar as ações no curto prazo.