Juros futuros passam a subir com especulações sobre possível greve de caminhoneiros

Ainda que não haja uma data definida nem clareza sobre a real adesão da categoria, os agentes do mercado reagiram negativamente à possibilidade

Reuters

Notas de R$ 100 sobrepostas (Foto: Daniel Dan/Pexels)
Notas de R$ 100 sobrepostas (Foto: Daniel Dan/Pexels)

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(Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) zeraram as perdas nesta tarde de terça-feira e na sequência passaram a registrar altas, com o mercado reagindo negativamente à possibilidade de uma greve de caminhoneiros nos próximos dias.

Notícia publicada pelo jornal Folha de S.Paulo informou que caminhoneiros de diferentes regiões do país estão articulando uma paralisação nacional nos próximos dias, em protesto contra o aumento do óleo diesel.

Ainda que não haja uma data definida nem clareza sobre a real adesão da categoria, os agentes do mercado reagiram negativamente à possibilidade, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters, em função dos receios de que uma greve possa gerar inflação.

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Assim, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 atingiu a máxima de 14,245% (+17 pontos-base) às 15h43, na esteira das especulações sobre a greve, para depois desacelerar. Às 15h57, a taxa já estava em 14,145% (+7 pontos-base).

Até os receios em relação a uma greve dos caminhoneiros ganharem corpo, as taxas futuras estavam em queda no Brasil, em meio a intervenções do Tesouro no mercado de títulos.