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A variação nos preços de locação de imóveis continuou a superar índices de inflação em fevereiro, de acordo com o Índice FipeZAP, calculado com base em pesquisa feira em 36 cidades. O indicador mostrou alta de 0,94% no segundo mês do ano, após aumento de 0,65% em janeiro. No mês, o IPCA, a inflação oficial do Brasil, teve variação de 0,70%, enquanto o IGP-M, conhecido como a inflação do aluguel, subiu 0,73%.
No balanço do primeiro bimestre de 2026, o Índice FipeZAP de Locação Residencial acumulou uma alta de 1,60%, novamente superando as variações exibidas pelo IPCA/IBGE (+1,03%) e pelo IGP-M/FGV (-0,32%).
Já na análise dos últimos 12 meses, os preços de locação apresentaram um aumento médio de 8,96%, ante apenas 3,8!% no IPCA e -2,67% no IPG-M.
Comportamento recente dos preços de locação de imóveis residenciais (%)

O preço médio de locação residencial no Brasil ficou R$ 51,89/m² em fevereiro de 2026. Os maiores valores foram observados entre imóveis com um dormitório (R$ 69,17/m²) e os menores, entre unidades com três dormitórios (R$ 44,52/m²).
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No primeiro bimestre do ano, houve alta em 34 das 36 localidades pesquisadas, incluindo 21 de 22 capitais mencionadas: Manaus (+6,29%); Natal (+4,72%); Vitória (+4,32%); Campo Grande (+4,28%); Goiânia (+3,68%); Maceió (+3,27%); Belém (+2,92%); Cuiabá (+2,81%); Recife (+2,69%); Rio de Janeiro (+2,54%); João Pessoa (+2,52%); Porto Alegre (+1,60%); Salvador (+1,50%); Fortaleza (+1,31%); Brasília (+1,20%); São Paulo (+0,94%); Curitiba (+0,65%); Belo Horizonte (+0,56%); Aracaju (+0,50%);Florianópolis (+0,46%); e São Luís (+0,24%). Teresina (PI) foi a exceção entre as capitais, apresentando uma retração de 0,59% nos preços de locação residencial.
Quando observado o período acumulado dos últimos 12 meses, foram destaques de alta: Vitória (+18,99%); Teresina (+18,70%); Cuiabá (+17,58%); Belém (+15,77%); Fortaleza (+12,06%); João Pessoa (+12,64%); Natal (+12,59%); Maceió (+11,11%); Rio de Janeiro (+10,89%); Belo Horizonte (+10,52%); Brasília (+10,61%); Recife (+10,34%); Aracaju (+10,60%); Porto Alegre (+9,93%); Curitiba (+9,83%); Salvador (+8,18%); Florianópolis (+7,92%); São Luís (+7,52%); São Paulo (+6,67%); Goiânia (+5,58%); e Manaus (+2,12%). Já em Campo Grande, os preços caíram 5,24%.
Na pesquisa de rentabilidade do aluguel, que calcula razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis, o retorno médio do aluguel residencial em fevereiro foi avaliado em 6,03% ao ano, taxa que se manteve em patamar inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.
Em termos comparativos, a rentabilidade projetada do aluguel foi relativamente maior entre imóveis com um dormitório (6,70% a.a.), contrastando com o menor percentual entre unidades com quatro ou mais dormitórios (4,92% a.a.).
Considerando as 22 capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP, os maiores retornos anualizados foram identificados em: Recife (8,53% a.a.); Belém (8,35% a.a.); Manaus (8,32% a.a.); Cuiabá (8,24% a.a.); São Luís (7,78% a.a.); Natal (7,70% a.a.); Salvador (7,13% a.a.); Porto Alegre (7,07% a.a.); Maceió (6,88% a.a.); João Pessoa (6,84% a.a.); São Paulo (6,32% a.a.); Brasília (6,25% a.a.); Goiânia (6,13% a.a.); Aracaju (6,12% a.a.); Teresina (6,04% a.a.); Rio de Janeiro (6,02% a.a.); Florianópolis (5,52% a.a.); Campo Grande (5,46% a.a.); Belo Horizonte (5,20% a.a.); Curitiba (4,72% a.a.); Fortaleza (4,63% a.a.); e Vitória (4,43% a.a.).