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Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial do GPA, de acordo com comunicado ao mercado. Na terça-feira, O grupo informou ter fechado acordo com credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial. Com a queda, as ações chegaram a entrar em leilão, mas logo tiveram as negociações restabelecidas e reduziram as perdas, com desvalorização de pouco mais de 5%.
De acordo com o comunicado distribuído ao mercado hoje, o plano abrange obrigações de pagamento sem garantia de aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Ficam de fora fornecedores, parceiros, clientes e trabalhadores.
O plano foi firmado com credores que detêm 46% daquela dívida ou R$ 2,1 bilhões. O percentual mínimo para aprovação da reestruturação é de um terço dos créditos afetados.
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“O plano tem efeitos imediatos, prevê a suspensão das obrigações da companhia junto aos credores afetados e cria um ambiente seguro e estável para a continuidade das negociações por 90 dias”, disse o GPA em nota. Ao longo desse período, o grupo vai buscar o apoio do restante dos credores.
Aumento de capital
O GPA tem dívidas de R$ 1,7 bilhão vencendo em 2026 e um capital circulante negativo de R$ 1,22 bilhão. Isso sinaliza que a empresa, além de renegociar com os credores, terá que buscar empréstimos, fazer aumento de capital ou vender mais ativos, além de buscar a desalavancagem, segundo analistas.
No início do mês, a empresa já tinha comunicado que se encontrava “em negociações construtivas com determinados credores para repactuação de dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo não relacionadas à operação”. O Pão de Açúcar contratou o escritório de advocacia Munhoz Advogados, especializado em reestruturação de dívidas para assessorar o processo.
O GPA também vem renegociando contratos com credores, freando investimentos e até mesmo se desfazendo de imóveis entre as estratégias para buscar o reequlíbrio financeiro.
