Quaest: Maioria dos brasileiros vê país no rumo errado e rejeita novo mandato de Lula

Pesquisa mostra resistência à reeleição do presidente e forte rejeição entre eleitores independentes

Marina Verenicz

Lula durante viagem para a Índia (Foto: REUTERS/Adnan Abidi)
Lula durante viagem para a Índia (Foto: REUTERS/Adnan Abidi)

Publicidade

A maioria dos brasileiros não apoia a continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mais quatro anos no comando do país, segundo pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O levantamento indica que 59% dos eleitores afirmam que o petista não merece um novo mandato presidencial. Outros 37% defendem que Lula deveria permanecer no cargo por mais um ciclo.

Em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada em fevereiro, o índice de rejeição a um novo mandato do presidente aumentou dois pontos percentuais. Apesar da variação, o quadro geral permanece relativamente estável desde março de 2025.

O cenário é mais adverso para o presidente entre eleitores que não se identificam claramente com campos políticos de direita ou esquerda. Nesse grupo, 70% afirmam que Lula não deveria ser reeleito.

Para analistas, o comportamento desse segmento costuma ser decisivo em disputas eleitorais, por concentrar eleitores menos ideológicos e mais sensíveis à avaliação do desempenho do governo.

A pesquisa também mediu como os brasileiros avaliam a direção do país. A maioria dos entrevistados acredita que o Brasil está seguindo no caminho errado.

Segundo o levantamento, 58% dizem que o país está indo na direção errada, enquanto 35% avaliam que o rumo é o correto. O restante não soube ou preferiu não responder.

Continua depois da publicidade

Entre os problemas apontados como mais relevantes pelos eleitores, a violência aparece em primeiro lugar, mencionada por 27% dos entrevistados. Na sequência estão a corrupção, citada por 20%, e questões sociais, lembradas por 18% dos participantes do levantamento.

A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março de 2026. As entrevistas foram realizadas presencialmente em domicílios em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.