PF prende delegado ligado à investigação do caso TH Joias

Investigação aponta suspeita de esquema que envolvia favorecimento ao tráfico e uso de influência dentro da Polícia Federal

Marina Verenicz

Deputado TH Joias (Foto: Reprodução/Instagram)
Deputado TH Joias (Foto: Reprodução/Instagram)

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A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (9) um delegado federal no Rio de Janeiro em uma operação que investiga suspeitas de corrupção e ligação com interesses do crime organizado. A ordem de prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o delegado detido é Fabrizio Romano. A ação ocorre no contexto das investigações que também resultaram na prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.

Conforme a Polícia Federal, as evidências reunidas até o momento indicam a existência de uma associação criminosa estruturada para cometer crimes contra a administração pública e favorecer interesses ligados ao tráfico de drogas.

Segundo os investigadores, o grupo atuaria por meio de pagamentos indevidos e troca de informações privilegiadas dentro da estrutura policial.

A PF afirma que o esquema contava com a participação de advogados e de um ex-secretário estadual, que funcionariam como intermediários na negociação de favores e repasses financeiros em espécie ao delegado.

Além da prisão do delegado, a operação cumpriu outros três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro.

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Também foram determinadas medidas cautelares, entre elas o afastamento de investigados de funções públicas.

Segundo a Polícia Federal, as apurações apontam ainda a atuação de um indivíduo com histórico criminal que teria atuado como articulador político e operacional em Brasília.

A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, denominada “Anomalia”, criada para investigar possíveis vínculos entre agentes públicos, políticos e organizações criminosas.

A iniciativa foi estruturada em cumprimento ao acórdão da ADPF 635 e tem como objetivo aprofundar investigações sobre conexões institucionais com o crime organizado no estado do Rio de Janeiro.