Investigação mostra provável responsabilidade dos EUA em ataque a escola no Irã

Investigação militar provisória aponta responsabilidade norte-americana em bombardeio contra escola feminina enquanto Pentágono aguarda provas finais para concluir o caso

Reuters

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5 ⁠Mar (Reuters) – Investigadores militares dos Estados Unidos acreditam que é ⁠provável que as forças norte-americanas tenham sido responsáveis por um aparente ‌ataque a uma escola feminina iraniana que matou dezenas de crianças no sábado, mas ainda não chegaram a uma conclusão final ou finalizaram ‌sua investigação, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters.

A Reuters não conseguiu determinar mais detalhes sobre a investigação, incluindo quais evidências contribuíram para a avaliação provisória, que tipo de munição foi usada, quem foi o responsável ou por que os EUA podem ter atacado a escola.

O secretário de Defesa ⁠dos ‌EUA, Pete Hegseth, reconheceu na quarta-feira que as Forças Armadas dos EUA ⁠estavam investigando o incidente.

As autoridades, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos militares delicados, não descartaram a possibilidade de surgirem novas evidências que absolvam os EUA da responsabilidade e apontem para outra parte responsável pelo incidente.

A Reuters não conseguiu determinar quanto tempo ​mais a investigação durará ou que provas os investigadores dos EUA estão buscando antes que a avaliação possa ser concluída.

A escola para ​meninas em Minab, no sul do Irã, foi atingida no sábado, durante o primeiro dia de ataques dos EUA e de Israel ao país. O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, disse que o ataque matou 150 estudantes. A Reuters não pôde confirmar ‌de forma independente o número de mortos.

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De acordo ​com cópias arquivadas do site oficial da escola, a escola fica ao lado de um complexo operado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a força militar que se reporta ao líder ⁠supremo do Irã.

O Pentágono ​encaminhou as perguntas ​da Reuters ao Comando Central das Forças Armadas dos EUA, cujo porta-voz, capitão Timothy Hawkins, disse: ‘Seria ⁠inapropriado fazer comentários, pois o incidente ​está sendo investigado’.

A Casa Branca não comentou diretamente sobre a investigação, mas a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou em uma nota à Reuters: ‘Embora o Departamento ​de Guerra esteja atualmente investigando esse assunto, o regime iraniano tem como alvo civis e crianças, não os Estados Unidos ​da América’.

Questionado sobre o ⁠incidente durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira, Hegseth disse: ‘Estamos investigando isso. Nós, é claro, nunca ⁠atacamos alvos civis. Mas estamos dando uma olhada e investigando isso’.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou a repórteres na segunda-feira que os EUA não visariam deliberadamente uma escola.

‘O Departamento de Guerra estaria investigando isso se fosse um ataque nosso, e eu encaminharia sua pergunta a eles’, disse ​Rubio.