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SÃO PAULO, 6 Mar (Reuters) – A Eneva (ENEV3) não vê impactos do conflito no Oriente Médio para sua importação de gás natural liquefeito (GNL), já que a maioria das cargas programadas para chegar ao Brasil sob um contrato com a QatarEnergy são provenientes dos Estados Unidos, disse um diretor da companhia nesta sexta-feira.
‘Como a QatarEnergy é uma empresa que tem várias posições nesse mercado global de GNL, ela pode não só trazer carga do Catar, mas também dos Estados Unidos. Para esse ano, como na maioria das vezes, as cargas que estão programadas para receber são dos Estados Unidos’, disse Marcelo Lopes, diretor de marketing, comercialização e novos negócios, durante teleconferência de resultados.

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A companhia ainda informou ter elevado as reservas provadas e prováveis (2P) de gás natural na Bacia do Parnaíba para 37,932 bilhões de metros cúbicos
‘Muito provavelmente esse embargo no Estreito de Ormuz e o problema no Oriente Médio não devem impactar as cargas que a gente tem a receber aqui no Brasil, na Porto Sergipe’, acrescentou.
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O Catar declarou força maior nas exportações de gás nesta semana, em meio à guerra dos EUA e Israel contra o Irã, com fontes afirmando que pode levar pelo menos um mês para retornar aos volumes normais de produção.
Lopes acrescentou ainda que a Eneva não prevê no momento riscos de um desarranjo maior do mercado global de GNL, mas que poderá procurar outros supridores de GNL caso tenha dificuldades para receber o insumo pela QatarEnergy.