JPMorgan corta CBA para neutra após venda de controle ancorar preço das ações

Com as ações ancoradas próximas ao valor em dinheiro da OPA, o JPMorgan entende que o desempenho tende a refletir principalmente o cronograma de fechamento

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Stringer/Reuters)
(Foto: Stringer/Reuters)

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O JPMorgan rebaixou a recomendação para ações da Companhia Brasileira de Alumínio – CBA (CBAV3) de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) equalweight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro), uma vez que a empresa deixou de ser uma tese baseada em fundamentos operacionais para se tornar um case orientado por evento, após a Votorantim concordar em vender sua participação na companhia por R$ 10,50 por ação.

Analistas lembra que quando surgiram as primeiras notícias sobre uma potencial transação, CBAV3 era negociada a cerca de R$ 4,07 por ação, o que implicava prêmio relevante frente ao preço ofertado. A operação aciona a realização de oferta pública obrigatória para os minoritários no mesmo valor. Desde o anúncio, as ações se reprecificaram e passaram a negociar próximas ao preço implícito da oferta.

Na avaliação do JPMorgan, o potencial de valorização adicional é limitado até a conclusão do negócio, e os papéis tendem a se comportar como instrumento de carrego até as aprovações regulatórias e o fechamento.

A instituição destacou que o preço da oferta será ajustado pelo CDI entre a assinatura e o fechamento e poderá ser reduzido por eventuais distribuições de valor ao vendedor, como dividendos, juros sobre capital próprio (JCP), recompra de ações ou redução de capital. A transação ainda depende de aprovações, incluindo antitruste, mas o banco não antecipa obstáculos relevantes no momento.