EUA negam ataque iraniano a porta-aviões: “Mísseis nem chegaram perto”

Regime do Irã afirma ter atingido o navio com quatro mísseis balísticos, mas Comando Central dos EUA classifica a alegação como “mentira”

Gabriel Garcia

O porta-aviões USS Abraham Lincoln, da Marinha dos EUA, da classe Nimitz, e o destróier lança-mísseis USS Frank E. Petersen Jr., da classe Arleigh Burke, navegam durante um exercício fotográfico no Mar da Arábia, em 6 de fevereiro de 2026. Marinha dos EUA/Especialista em Comunicação de Massa de 1ª Classe Jesse Monford/Distribuição via REUTERS
O porta-aviões USS Abraham Lincoln, da Marinha dos EUA, da classe Nimitz, e o destróier lança-mísseis USS Frank E. Petersen Jr., da classe Arleigh Burke, navegam durante um exercício fotográfico no Mar da Arábia, em 6 de fevereiro de 2026. Marinha dos EUA/Especialista em Comunicação de Massa de 1ª Classe Jesse Monford/Distribuição via REUTERS

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou neste domingo (1º) que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis iranianos, contrariando declarações divulgadas pela mídia estatal do Irã.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado o porta-aviões norte-americano com quatro mísseis balísticos, segundo veículos oficiais iranianos.

Em nota, o Centcom disse que a embarcação não sofreu qualquer dano.

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“Os mísseis lançados nem chegaram perto”, afirmou o comando, acrescentando que o Lincoln segue lançando aeronaves em apoio à sua “campanha incansável para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”.

Em outra comunicação, o Comando Central foi além e classificou como “mentira” a alegação de que o USS Abraham Lincoln teria sido atingido.

Porta-aviões de ponta

O USS Abraham Lincoln é o quinto porta-aviões da classe Nimitz da Marinha dos Estados Unidos. A embarcação opera, entre outras aeronaves, jatos F-35 de tecnologia furtiva (stealth), projetados para escapar de radares inimigos.

O grupo de ataque do Lincoln costuma incluir ainda três destróieres equipados com mísseis de cruzeiro Tomahawk para ataques terrestres.

Normalmente, a formação também é acompanhada por um submarino de propulsão nuclear, que pode disparar o mesmo tipo de míssil.