Netanyahu diz ver “sinais crescentes” de que Ali Khamenei foi morto em ataques

Premiê israelense afirma que ataque ao complexo de Khamenei abriu “chance única em uma geração” para derrubar o regime e indica que operação contra o Irã continuará “pelo tempo necessário”

Gabriel Garcia

Vista mostra o cenário após um ataque de Israel e dos EUA a um prédio em Teerã, Irã, em 28 de fevereiro de 2026. Amir Kholousi/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Vista mostra o cenário após um ataque de Israel e dos EUA a um prédio em Teerã, Irã, em 28 de fevereiro de 2026. Amir Kholousi/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28) que há “sinais crescentes” de que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, “se foi”, após o ataque ao complexo em Teerã associado ao chefe máximo do regime iraniano.

Em discurso televisionado, Netanyahu chamou Khamenei de “ditador” e disse que a ação militar conduzida em conjunto com os Estados Unidos abriu uma oportunidade histórica para mudança de regime em Teerã.

Sem apresentar provas sobre a situação de Khamenei, o premiê sugeriu que o núcleo de poder iraniano foi duramente atingido.

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Segundo ele, a ofensiva faz parte de uma operação que continuará “pelo tempo necessário”.

Netanyahu também dirigiu uma mensagem direta à população iraniana, dizendo que os ataques ajudariam o país a “se livrar das correntes da tirania”.

Ele afirmou que os iranianos têm “uma chance única em uma geração” de derrubar o regime e conclamou: “Tomem as ruas em massa e concluam o trabalho”.

“Chegou a hora de se unir para uma missão histórica”, declarou, pedindo que diferentes grupos da sociedade iraniana se juntem em protestos contra o governo.

O premiê encerrou o pronunciamento pedindo que cidadãos israelenses sigam rigorosamente as orientações de segurança do Comando da Frente Interna, em meio ao risco de novos ataques de mísseis e drones do Irã e de grupos aliados na região.