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Dólar cai a R$ 5,17 e renova mínima em 21 meses com derrubada das tarifas de Trump

Trump alertou o Irã na quinta-feira que o país precisa chegar a um acordo sobre seu programa nuclear

Felipe Moreira

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O dólar fechou a sexta-feira em queda firme no Brasil e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

As tarifas têm sido fundamentais para a guerra comercial global lançada por Trump em seu segundo mandato como presidente que afastou parceiros comerciais, afetou os mercados financeiros e causou incerteza econômica global.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou a sessão em baixa de 0,99%, aos R$5,1766, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. Na semana encurtada pelo Carnaval, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,03% e, no ano, queda de 5,69%.

Às 17h06, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,77% na B3, aos R$5,1840.

Dólar comercial

O que acontece com dólar hoje?

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,4% em dezembro na base de comparação mensal. Na comparação anual, a alta do núcleo foi de 3%. O núcleo do PCE exclui alimentos e energia. A expectativa, segundo pesquisa Reuters, era de alta mensal de 0,3% e anual de 2,9%.

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Segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o PCE acima do esperado reforça a perspectiva de que o Fed enfrenta desafios para reduzir as taxas de juros além do ritmo já estabelecido.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos teve alta anualizada de 1,4% no quarto trimestre de 2025. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de que o PIB provavelmente tivesse desacelerado, ainda que projetassem uma taxa anualizada maior, de 3,0% no último trimestre, após acelerar a um ritmo de 4,4% no trimestre de julho a setembro.

Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, os dados fracos confirmam que há espaço para queda de juros americanos, reduzindo a atratividade da moeda americana. Com isso, o especialista espera que a cotação siga em queda durante o dia, possivelmente testando patamares abaixo de R$ 5,20.

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Por outro lado, Trevisan afirma que há um fator de risco que não pode ser ignorado: a tensão crescente entre Estados Unidos e Irã. Ele lembra que o governo iraniano ameaçou atacar bases americanas, o que tem mantido o petróleo em patamares elevados, com o Brent acima de US$ 71, na máxima em seis meses.

Trevisan ressalta que, caso essa tensão evolua para um conflito militar efetivo, o movimento pode gerar volatilidade adicional nos mercados e pressionar ativos de países emergentes. Por ora, no entanto, destaca que os investidores seguem descartando esse cenário mais extremo e mantêm o foco nos dados econômicos.

Também saem os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de serviços e indústria dos EUA, às 11h45, e dados sobre confiança do consumidor norte-americano e novas moradias, às 12h.

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O diferencial de juros entre o Brasil, hoje com a Selic em 15%, e os Estados Unidos, com taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, segue em Nova Délhi, onde visita o novo escritório da ApexBrasil.

(Com Reuters)

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