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As ações da Natura (NATU3) sobem após a companhia concluir a venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest, pelo montante de aproximadamente R$ 166,3 milhões. Às 10h15 (horário de Brasília), as ações da varejista subiam 0,43%, a R$ 9,32.
Segundo o JPMorgan, a operação marca o passo final na estratégia de simplificação corporativa da Natura e reforça o foco no crescimento de suas operações principais na América Latina.
Apesar do tamanho reduzido da transação, o JPMorgan entende que o movimento deve ser bem recebido pelos investidores por encerrar o capítulo da Avon International.
Do ponto de vista financeiro, o impacto é limitado: os R$ 166 milhões representam cerca de 3% da dívida líquida financeira e aproximadamente 2% da dívida bruta. Ainda assim, o banco destaca que o fato de os recursos já terem sido recebidos reduz incertezas em meio ao contexto geopolítico delicado da região.
Com a ação negociando a 7,8 vezes o lucro estimado para 2026, o JPMorgan manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 10,50.
Na avaliação da XP Investimentos, a medida era amplamente esperada em algum momento, visto que a empresa comentou que alternativas estratégicas para o ativo estavam progredindo. Embora os recursos não sejam significativos, analistas consideram o anúncio positivo, pois concretiza o processo de simplificação da Natura.
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No geral, a XP mantém visão construtiva sobre a Natura, com 2026 abrindo espaço para um novo ciclo de uma empresa mais enxuta, focada no crescimento orgânico e no retorno de capital aos seus acionistas. Portanto, a corretora reiterou recomendação de compra.

