UBS: reduções nos preços da celulose evidenciam deterioração do segmento

Declínio começou com produtores dos EUA baixando seus preços; banco sugere que movimento se espalhará para outras regiões

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SÃO PAULO – Publicações internacionais indicam que dois líderes norte-americanos na produção de celulose branqueada de fibra longa (NBSK) reduziram em US$ 20 por tonelada seus preços no mês de outubro, levando o preço de tabela para US$ 850 a tonelada. Neste contexto, o UBS publicou relatório avaliando as perspectivas para o setor e sugerindo que o movimento deve se repetir em outras regiões.

Isto é resultado da diminuição dos preços praticados no mercado norte-americano de US$ 15 a US$ 20 por tonelada no mês de setembro, explicam os analistas. Este declínio nos preços marca o fim de um período de 3 anos, quando houve apenas elevações.

As últimas estatísticas publicadas evidenciaram a deterioração do segmento. Estoques apresentaram uma acentuada elevação, enquanto a procura se mostrou enfraquecida. Apesar de já esperar por certo abrandamento dos fundamentos, o banco suíço ressalta que foi surpreendido pela velocidade com que o cenário para a matéria-prima vem se deteriorando.

Elevação “justa”

Na opinião dos analistas, enquanto o mercado está fraco, o piso para os preços da celulose ainda está bastante justo em relação aos 90% de aumento verificado no NBSK norte-americano ao longo dos últimos 6 anos.

Todavia, com os mercados começando a virar para baixo, o UBS continua cauteloso quanto ao desempenho do segmento, mas faz menção aos papéis da Suzano (SUZB5), destacando o seu crescimento orgânico.

Adicionalmente, os produtos da indústria florestal são altamente sensíveis às mudanças na oferta e demanda. Conseqüentemente, os principais riscos são a fraca procura, evidenciado pelas condições econômicas gerais, ou aumentos na oferta, na forma de acréscimos de capacidade.