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SÃO PAULO – Nem mesmo a concretização do plano anti-crise conseguiu barrar o mau humor dos mercados e o risco-Brasil terminou com forte avanço nesta sexta-feira (3). Na agenda econômica, as tensões em torno do mercado de trabalho dos EUA foram o destaque.
A Casa dos Representantes dos EUA aprovou o reformulado pacote de socorro de US$ 700 bilhões às instituições financeiras de Wall Street, com placar de 263 votos a favor e 171 contra a medida. Já o Relatório de Emprego do país trouxe em setembro a maior queda na criação de postos de trabalho nos últimos cinco anos e uma taxa de desemprego estável a 6,1%, a maior em mais de duas décadas no país.
Com o clima de tensão entre os investidores, o preço dos Treasuries terminou com avanço, e os títulos da dívida externa brasileira contrariaram esse movimento. Como a apreciação dos títulos da dívida externa norte-americana sobrepôs os recuo dos Globais, o risco-Brasil apresentou forte avanço.
Risco-Brasil tem forte alta
O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan terminou a 355 pontos-base, alta de 13 pontos em relação ao fechamento anterior.
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, fechou em baixa de 0,64% nesta sexta-feira, cotado a 123,50 centavos de dólar.
Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
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| Ativo | Último | Anterior | Var % |
| Global 40 | 123,50 | 124,30 | -0,64 |