Inflação ao consumidor (CPI) dos EUA sobe 0,2% em janeiro, pouco abaixo do esperado

As projeções de analistas compiladas pela Reuters apontavam mediana de 0,3% para a variação mensal, e 2,5% para a anual

Paulo Barros Agências de notícias

Pessoas fazem compras em mercado em Washington - 09/08/2024 (Foto: Umit Bektas/Reuters)
Pessoas fazem compras em mercado em Washington - 09/08/2024 (Foto: Umit Bektas/Reuters)

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Os preços ao consumidor dos Estados Unidos aumentaram em janeiro, refletindo uma dinâmica de início de ano, a estabilização do mercado de trabalho e a continuação do repasse das tarifas de Donald Trump. O número, no entanto, veio um pouco abaixo da expectativa do mercado.

Segundo relatório do Departamento do Trabalho divulgado nesta sexta-feira (13), o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% no mês, ante 0,3% em dezembro. Em 12 meses, o índice ficou em 2,4%, abaixo dos 2,7% atingidos até o mês anterior.

As projeções de analistas compiladas pela Reuters apontavam mediana de 0,3% para a variação mensal, e 2,5% para a anual.

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Com o relatório de janeiro, o departamento publicou fatores de ajuste sazonal recalculados para refletir os movimentos de preços de 2025.

A divulgação do relatório foi ligeiramente adiada pela paralisação de três dias do governo federal na semana passada. Uma paralisação mais longa no ano passado impediu a coleta de preços para outubro, causando volatilidade nos dados. Economistas esperavam que a volatilidade diminuísse no relatório de janeiro.

O banco central dos EUA acompanha o índice PCE para sua meta de inflação de 2%. Ambas as medidas estão bem acima do objetivo. O governo informou esta semana que o crescimento do emprego acelerou em janeiro e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%.

No mês passado, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% após um aumento não revisado de 0,2% em dezembro.

Esse aumento do mês passado provavelmente refletiu as altas pontuais de preços na virada do ano, bem como o repasse das tarifas do presidente Donald Trump. Nos 12 meses até janeiro, o chamado núcleo do aumentou 2,5%, após avançar 2,6% em dezembro. Isso também refletiu a saída do cálculo das leituras mais altas do ano passado.

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(com Reuters)

Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos