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O Banco do Brasil (BBAS3) encerra a temporada de resultados dos grandes bancos com um lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25). O balanço foi divulgado na noite desta quarta-feira (11). No ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 20,7 bilhões.
No quarto trimestre do ano passado, lucro líquido ajustado ficou em R$ 9,59 bilhões, o que indica a queda no lucro do banco quando comparado com o mesmo período de 2024, apesar de alta de 51% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
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A margem financeira bruta totalizou R$ 103,1 bilhões em 2025. No 4T25 somou R$ 27,8
bilhões (+5,4% t/t e +3,8% a/a).
De acordo com comunicado do banco, o desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas financeiras, em especial das operações de crédito com pessoas físicas, em linha com a estratégia de diversificação do mix e com o ganho de representatividade do Crédito do Trabalhador.
“A performance da Margem Financeira Bruta demonstra a consistência de geração de receitas do BB”, afirma a administração.
Carteira de crédito em R$ 1,3 tri
Em dezembro de 2025, a Carteira de Crédito Expandida do Banco do Brasil alcançou saldo de R$ 1,3 trilhão e crescimento de 2,5% em relação a dezembro de 2024.
A frente Pessoa Física teve o maior avanço entre as linhas de crédito, com alta de 7,6% na comparação anual. No segmento, as principais linhas apresentaram crescimento de dois dígitos, caso do Crédito Não Consignado (+11,8%) e Cartão de Crédito (+19,6%).
O custo de crédito ficou em R$ 61,9 bilhões em 2025. O banco explica que a cifra reflete o o aumento do risco de crédito ao longo do ano, em especial pelo setor de agronegócios. No 4T25, atingiu R$ 18,0 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior. Já o indicador de inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, elevação de 66 bps na comparação com setembro/25.
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Guidances (revisados) cumpridos
O banco relembrou suas orientações (guidances, em inglês) para 2025, indicando o cumprimento dos parâmetros estabelecidos. Os guidances foram revisados ao longo do ano para melhor refletir o momento enfrentado pelo banco, de acordo com executivos. A projeção original para o lucro era de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões antes da suspensão, em maio.
Em agosto, o guidance dessa linha foi atualizado, para R$ 25 bilhões a R$ 21 bilhões. Em novembro, veio a nova orientação para a faixa que foi finalmente cumprida. O lucro líquido ajustado era estimado então entre R$ 18 e 21 bilhões para 2025 e ficou em R$ 20,7 bilhões.
Mesmo na banda mais baixa, outros pilares, como crescimento da carteira de crédito (entre 3% e 6%) e receitas de serviços (entre R$ 34,5 e R$ 36,5 bilhões), foram cumpridos. O avanço da carteira ficou em 3,6% e as receitas em R$ 34,8 bilhões.
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“Conseguimos nos adaptar ao cenário com transparência e muita dedicação de nossos funcionários para que tenhamos um 2026 com retomada de patamares de rentabilidade do tamanho do BB. Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão, com lucro de R$ 5,7 bilhões, um crescimento de 51,7% na comparação com o trimestre anterior”, afirmou Tarciana Medeiros, presidente do BB.