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SÃO PAULO – Refletindo o pessimismo latente entre os investidores pelo mundo, o dólar comercial sofreu nova disparada nesta quarta-feira (22) e fechou o dia cotado a R$ 2,382, alta de 6,43% frente ao fechamento da véspera, em novo movimento de aversão ao risco.
Os temores dessa vez são provenientes dos fracos balanços operacionais divulgados pelas empresas, o que sinaliza o impacto negativo da crise financeira sobre a economia real, aumentando o medo de uma recessão.
O Wachovia registrou um prejuízo de US$ 23,9 bilhões no terceiro trimestre de 2008, superando as perdas esperadas pelo mercado. Ao mesmo tempo, a Boeing viu seu lucro líquido cair 38% na comparação com 2007. Além disso, a United Airlines e a Coventry Health Care também trouxeram desempenhos inferiores às expectativas do mercado.
Ações de bancos centrais
O Banco Central brasileiro entrou em nova empreitada para controlar o câmbio nesta sessão, com mais ofertas de swap e um leilão à vista. O leilão de contrato de swap cambial tradicional absorveu parcialmente os lotes ofertados, o que equivale a aproximadamente US$ 515,6 milhões.
Desde o dia 6 de outubro, data do agravamento da crise internacional, o BC já vendeu cerca de US$ 14,6 bilhões em contratos do tipo.
A autoridade monetária da Hungria também resolveu se movimentar em direção a atenuar os impactos das turbulências da crise financeira em sua moeda. O banco elevou em 3 pontos percentuais sua taxa básica de juro, na tentativa de evitar o colapso da divisa local.
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Fluxo cambial
Conforme dados publicados pelo BC nesta quarta-feira, o fluxo cambial acumulado nos primeiros treze dias úteis de outubro ficou negativo em US$ 3,751 bilhões, frente ao saldo positivo de US$ 2,803 bilhões de setembro.
A cifra é resultado do saldo negativo do fluxo financeiro em US$ 5,001 bilhões somado ao saldo positivo comercial registrado, em um total de US$ 1,250 bilhão.
No mesmo período de outubro de 2007, o fluxo cambial havia ficado positivo, com um saldo de US$ 2,872 bilhões, com contribuição do fluxo comercial, de US$ 4,579 bilhões, e saldo financeiro negativo em US$ 1,708 bilhão. Contando com esse resultado, o fluxo cambial acumulado neste ano (de janeiro a 17 de outubro) fica positivo em US$ 13,437 bilhões.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3800 na compra e R$ 2,3820
na venda, forte alta de 6,43% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 0,84%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 24,97% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 34,12%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro encerrou o dia cotado a R$ 2.390. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte alta de 5,56%, atingindo R$ 2.381 frente à R$ 2.256 do fechamento da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,3795000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,30% para dezembro de 2008, 0,40 ponto percentual acima do fechamento anterior.