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SÃO PAULO – Com os resultados corporativos aquém das expectativas se unindo à agenda econômica preocupante e provocando mais uma sessão de forte instabilidade nas bolsas internacionais, a procura por títulos de dívida de países emergentes mostra forte recuo. Deste modo, o Global 40 apresenta expressiva queda de 3,73% e puxa o risco-Brasil para cima do patamar de 700 pontos-base.
Na esfera corporativa, o Credit Suisse publicou seus dados do terceiro trimestre, quando registrou um prejuízo de US$ 1,08 bilhão. O resultado veio em linha com o esperado, mas intensificou as preocupações quanto à extensão das perdas das instituições financeiras. A Daimler e a SunTrust também trouxeram lucros líquidos trimestrais menores que o previsto.
Já na agenda econômica, destaque para o número de execuções hipotecárias nos EUA, que cresceu 71% para nível recorde em setembro. Na mesma linha, o Initial Claims registrou um número de pedidos de auxílio-desemprego maior que o esperado pelos analistas na passagem semanal, intensificando as preocupações sobre a economia do país.
Com o clima de tensão nos mercados, o preço dos Treasuries segue com avanço, e os títulos da dívida externa brasileira contrariam esse movimento. Como a apreciação dos títulos da dívida externa norte-americana sobrepõe o recuo dos Globais, o risco-Brasil apresenta forte avanço.
Risco-Brasil tem forte alta
O indicador de risco-Brasil, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, opera a 701 pontos-base, forte alta de 24 pontos em relação ao fechamento anterior.
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em forte baixa de 3,73% na tarde desta quinta-feira, cotado a 96,75 centavos de dólar.
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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Anterior | Var % |
| Global 40 | 96,75 | 100,50 | -3,73% |