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SÃO PAULO – A mídia internacional noticia nesta sexta-feira (24) que o Tesouro norte-americano está considerando expandir o TARP (Troubled Asset Relief Program), plano de resgate da crise financeira, e também comprar ativos de seguradoras que foram atingidas pelo colapso instaurado.
A disponibilidade de caixa do governo tem feito surgir pedidos de ajuda de diversas empresas, incluindo seguradoras, montadoras e firmas estatais. Enquanto o Tesouro quer que o programa seja o mais amplo possível, as crescentes solicitações poderiam esgotar rapidamente os US$ 700 bilhões já liberados pelo Congresso do país.
As empresas de seguro estão entre os que querem se beneficiar através do programa e atenuar os danos da crise. E o Tesouro já analisa a possibilidade de tomar participação de capital de algumas delas.
Conforme as normas do TARP, as seguradoras deveriam possuir uma instituição financeira, que fosse regulamentada a nível federal. As empresas também deveriam vender parte de seus ativos podres para o governo, como parte do programa.
Problemas enfrentados pela AIG
Tal notícia vem a tona um dia após a AIG (American International Group), maior seguradora dos EUA, afirmar que poderia precisar emprestar mais do que os quase US$ 123 bilhões já oferecidos pelo governo caso o mercado de capitais não melhore. Dessa quantia, a seguradora já usou US$ 90,3 bilhões.
De acordo com o CEO (Chief Executive Oficer) da empresa, Edward Liddy, a companhia já desembolsou mais de US$ 10 bilhões só para cobrir os investidores que compraram garantias em títulos que perderam valor no mercado, o que traz a tona o receio de que a quantia disponibilizada pelo Federal Reserve não seja suficiente para suprir as perdas com a crise.