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Esta semana teremos uma agenda muito agitada, o numero do PIB dos EUA será anunciado. O mercado está receoso. Existe a possibilidade de mais uma ação conjunta dos governos para diminuir as taxas de juros, como já ocorreu neste mês. E no Brasil o BC estará anunciando ou a esperada manutenção ou uma redução da taxa básica de juro.
Finalmente nossas autoridades entenderam que o momento é crítico e a crise, de fato, desembarcou no Brasil. Outubro está sendo terrível para todo o sistema financeiro: banco, empresas e o próprio banco central.
| “A crise, de fato, desembarcou no Brasil” |
Estamos na realidade passando por uma crise do “subprime cambial”, causada pela crise mundial, pois a desvalorização do real foi muito forte, além do esperado. O montante de derivativo alavancado está em torno de R$ 40 a 50 bilhões.
A nossa sorte é que as reservas estão altas e o Banco Central brasileiro conseguiu manter o mercado estável. O momento é difícil, a crise é longa, pois os solavancos continuarão. O dólar bateu no mês a máxima de R$ 2,52 e a bolsa bateu, na mínima, 29.700 pontos.
Momento difícil e tarefa árdua de acalmar o mercado local, além da ansiedade pelas noticias internacionais.
Reginaldo Siaca é gerente de Câmbio da corretora TOV e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
reginaldo.siaca@infomoney.com.br