Com indicadores norte-americanos ruins, dólar segue operando em alta

Gastos norte-americanos com consumo caíram mais que o esperado em setembro; BC realiza novos leilões

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SÃO PAULO – Após bom humor entre os investidores visto nas últimas sessões, o clima volta a piorar e o dólar comercial opera em alta nesta sexta-feira (31). Indicadores ruins nos EUA afligem os mercados.

Os gastos norte-americanos com consumo caíram mais que o esperado em setembro, o que traz certo nervosismo, já que o consumo corresponde a cerca de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

A atividade industrial nos EUA também baixou: o Chicago PMI, que mede o nível de atividade do setor na região, veio bem abaixo do previsto para outubro.

BC e BoJ

Com agenda doméstica pouco movimentada, ações do Banco Central para equilibrar o câmbio são destaque novamente. Foram vendidos US$ 120,2 milhões em contratos de swap cambial com ajuste periódico. Mais uma oferta de 27 mil contratos foi realizada no início da tarde.

Do outro lado do mundo, o BoJ (Banco Central do Japão) reduziu em 20 pontos-base a taxa básica de juro, que agora passa ao patamar de 0,3% ao ano. Para o colegiado, “a flexibilização na política monetária foi necessária para manter atrativas as condições do mercado”.

Confira as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1340 na compra e R$ 2,1360 na venda, forte alta de 1,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,2500, representando um ágio de 5,44% em relação ao dólar comercial.

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Com esta alta, o dólar acumula valorização de 12,07% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 20,27%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro opera cotado a R$ 2.119, enquanto o contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera atingindo R$ 2.160 frente à R$ 2.143 do fechamento de ontem.