WSJ: Realeza de Abu Dhabi comprou participação em cripto de Trump

Acordo secreto revelado pelo The Wall Street Journal previa compra de 49% da World Liberty Financial por US$ 500 milhões

Bloomberg

O site da World Liberty Financial foi lançado em Nova York, EUA, na quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025. Chase Herro, cofundador do projeto DeFi do presidente Donald Trump, World Liberty Financial, afirmou que a plataforma planeja criar uma reserva estratégica com os tokens adquiridos. Fotografia: Gabby Jones/Bloomberg
O site da World Liberty Financial foi lançado em Nova York, EUA, na quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025. Chase Herro, cofundador do projeto DeFi do presidente Donald Trump, World Liberty Financial, afirmou que a plataforma planeja criar uma reserva estratégica com os tokens adquiridos. Fotografia: Gabby Jones/Bloomberg

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Um membro da realeza de Abu Dhabi assinou um acordo secreto com a família Trump para comprar uma participação em seu empreendimento de criptomoedas, informou o Wall Street Journal, citando documentos da empresa e pessoas familiarizadas com o assunto.

Emissários do xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan fecharam um acordo com Eric Trump para adquirir 49% da World Liberty Financial por US$ 500 milhões, quatro dias antes da posse de Donald Trump no ano passado, segundo o WSJ.

A primeira parcela foi de US$ 250 milhões, dos quais US$ 187 milhões foram destinados a entidades da família Trump, informou o jornal. Pelo menos US$ 31 milhões estavam previstos para entidades ligadas à família de Steve Witkoff, cofundador da World Liberty e enviado especial dos EUA para o Oriente Médio. Outros US$ 31 milhões foram para uma entidade vinculada aos demais cofundadores do empreendimento cripto, Zak Folkman e Chase Herro, disse o WSJ.

“Nem o presidente Trump nem Steve Witkoff tiveram qualquer envolvimento nessa transação e não tiveram participação alguma na World Liberty Financial desde que assumiram o cargo”, afirmou em comunicado à Bloomberg o porta-voz da World Liberty Financial, David Wachsman, em resposta à reportagem, acrescentando que a empresa realizou o acordo por interesse próprio.

“A ideia de que, ao captar capital, uma empresa privada americana deva ser submetida a um padrão exclusivo ao qual nenhuma outra empresa semelhante estaria sujeita é ao mesmo tempo ridícula e antiamericana”, disse.

Um porta-voz da Casa Branca disse ao WSJ que os ativos de Trump estão em um truste administrado por seus filhos. O jornal citou uma pessoa familiarizada com o investimento de Tahnoon segundo a qual o xeque e alguns coinvestidores concluíram o acordo na World Liberty após analisá-lo por alguns meses.

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O Wall Street Journal informou que os US$ 250 milhões restantes deveriam ser pagos até 15 de julho de 2025 e que não foi possível determinar como os recursos podem ter sido distribuídos.

Tahnoon é assessor de segurança nacional dos Emirados Árabes Unidos, vice-governante do emirado e recebeu, em 2023, a responsabilidade pela Abu Dhabi Investment Authority, que administra cerca de US$ 1 trilhão.

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