Ibaneis Rocha é alvo de pedidos de impeachment por negociações do BRB com o Master

As representações apontam supostos crimes de responsabilidade

Felipe Moreira

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tornou-se alvo de dois pedidos de impeachment apresentados na Câmara Legislativa do DF em meio às investigações envolvendo o Banco Master. As informações são do segundo o G1.

As representações apontam supostos crimes de responsabilidade, infrações que atentam contra a Constituição e o funcionamento das instituições, cometidos durante as negociações do BRB (Banco de Brasília) para a tentativa de aquisição da instituição financeira.

O governo do Distrito Federal é o acionista controlador do BRB, com 71,92% do capital do banco.

Por enquanto, os pedidos ainda não começaram a tramitar. Para isso, é necessário o aval do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB-DF), aliado político e correligionário de Ibaneis. Na segunda-feira (26), Wellington afirmou que só irá se pronunciar após o fim do recesso legislativo, marcado para esta segunda (2).

Além das iniciativas na Câmara, o governador também foi alvo de dois pedidos de investigação encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF).

Os pedidos de impeachment foram protocolados por integrantes de diferentes partidos. Um deles é assinado por quatro membros do PSB-DF — Rodrigo Dias, Rodrigo Rollemberg, Ricardo Capelli e Leonardo Pinheiro — além do presidente do Cidadania-DF, Cristovam Buarque, e pelos advogados Rodrigo Pedreira e Lynecker Juliano. O segundo pedido reúne três representantes do PSOL-DF: a presidente regional Giulia Tadini e os deputados distritais Fábio Félix e Max Maciel.

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Ao longo de 2025, o BRB tentou adquirir uma participação relevante no Banco Master, operação que contou com apoio público de Ibaneis e do GDF, mas acabou barrada pelo Banco Central.

Posteriormente, a autoridade monetária determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito da instituição para o BRB, em uma operação estimada em R$ 12,2 bilhões.

Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências.