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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (31) que acredita que o Irã esteja negociando “seriamente” com Washington e disse esperar que seja possível chegar a um acordo “aceitável”. As declarações foram feitas enquanto o governo americano avalia opções, incluindo um possível ataque militar, em meio a protestos no país e a uma repressão violenta.
Questionado por um repórter a bordo do Air Force One sobre uma decisão a respeito de uma ofensiva contra o Irã, Trump respondeu que não poderia dizer se o ataque já havia sido decidido. Em seguida, afirmou que os EUA têm “navios muito grandes e poderosos seguindo naquela direção” e disse esperar que Teerã negocie “algo que seja aceitável”.

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O alerta ocorre em meio a uma oscilante tensão política entre os dois países, ainda no contexto em que o presidente dos EUA, Donald Trump ameaçou atacar militarmente o Irã

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Os protestos, que duraram duas semanas em todo o país, foram iniciados no final de dezembro devido a uma crise econômica marcada pela inflação galopante e pelo aumento do custo de vida
Trump evitou afirmar se a decisão de não atacar poderia fortalecer o governo iraniano. “Algumas pessoas pensam isso. Outras não”, disse. Ele também declarou que seria possível chegar a “um acordo negociado que fosse satisfatório, sem armas nucleares”. Segundo ele, “eles deveriam fazer isso, mas não sei se vão. Mas estão conversando conosco. Conversando seriamente conosco”.
O presidente americano afirmou ainda que os EUA não irão compartilhar planos militares com aliados do Golfo enquanto as negociações com o Irã estiverem em andamento, mesmo com o envio de forças navais à região.
Trump reforçou ainda que as conversas seguem em curso e voltou a mencionar o deslocamento de forças. “Mas, veja, o plano é que [o Irã] está falando conosco, e vamos ver se conseguimos fazer alguma coisa. Caso contrário, veremos o que acontece. Temos uma grande frota indo para lá, maior do que a que tivemos — e ainda temos, na verdade — na Venezuela”, afirmou.
No domingo, o presidente do Parlamento iraniano declarou que o país passa a considerar todas as forças militares da União Europeia como organizações terroristas. A declaração ocorreu após o bloco classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como grupo terrorista em razão da repressão a protestos em todo o país.
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O Irã afirmou que voltou a invocar uma lei de 2019 para declarar forças armadas de outros países como terroristas, depois de os Estados Unidos terem adotado medida semelhante naquele ano ao classificar a Guarda Revolucionária como organização terrorista.
(com agências internacionais)