Fux é diagnosticado com pneumonia e participará de sessões do STF de forma remota

Ministro não irá presencialmente à reabertura do ano Judiciário, que ocorre em meio a críticas ao tribunal e divergências internas sobre código de conduta

Agência O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Luiz Fux, caminha no dia de uma sessão durante a fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de conspirar para um golpe para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 10 de setembro de 2025. REUTERS/Adriano Machado
O ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Luiz Fux, caminha no dia de uma sessão durante a fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de conspirar para um golpe para anular a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, 10 de setembro de 2025. REUTERS/Adriano Machado

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi diagnosticado com pneumonia dupla causada pelo vírus Influenza e não participará presencialmente das sessões da Corte na próxima semana. O ministro está em casa e acompanhará os trabalhos de forma remota.

Segundo nota divulgada por seu gabinete, Fux comunicou ao presidente do STF, Edson Fachin, na quinta-feira, que não poderá comparecer à sessão solene que marca a reabertura do ano Judiciário, marcada para segunda-feira, nem às demais sessões ao longo da semana. De acordo com a assessoria, o vírus que provocou a pneumonia é transmissível, motivo pelo qual o ministro optou por participar por videoconferência.

A cerimônia de abertura do ano Judiciário deve reunir na sede do Supremo, em Brasília, autoridades dos três Poderes. A expectativa é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareça, assim como os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A retomada das sessões do STF ocorre em um momento de tensão interna e externa à Corte. O tribunal tem sido alvo de críticas em razão de decisões relacionadas ao caso do Banco Master, conduzidas pelo ministro Dias Toffoli, além de divergências entre os magistrados sobre a proposta de criação de um código de conduta para ministros.

Como vem mostrando O GLOBO, há desconforto entre integrantes do Supremo com a forma como o debate sobre o tema tem sido exposto publicamente. Mesmo ministros que consideram a iniciativa relevante avaliam que a discussão excessiva fragiliza a imagem institucional da Corte.