Novo pacote de ajuda dos EUA lembra que tudo começou com os imóveis

Federal Reserve está ciente de que a crise financeira e econômica internacional um dia coube em crise do subprime

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SÃO PAULO – Entre os esclarecimentos desta terça-feira (25), o Federal Reserve anunciou a compra de US$ 500 bilhões em títulos lastreados em hipotecas. A medida quer reencontrar o fôlego de Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae, agências norte-americanas responsáveis por financiamento imobiliário.

Embora alguns tenham se esquecido, o Banco Central dos EUA parece se lembrar que a crise financeira global, crise econômica internacional ou crise sistêmica mundial já teve um nome mais breve e curioso: crise do subprime.

Se os problemas começaram lá, na bolha dos imóveis, talvez a solução esteja lá também, logo embaixo do tapete de entrada.

Agora a seu favor

As preocupações se disseminaram rapidamente graças aos fortes vínculos entre casas e bancos. Logo após primeiros indícios de saturação imobiliária, vieram restrições de liquidez e solvência no setor financeiro.

Se essa correspondência continua válida, é bom para o Fed agora usá-la a seu favor. “Essa ação está sendo tomada para reduzir custos e aumentar a disponibilidade de crédito para a compra de casas. O que, por sua vez, deve fomentar o mercado imobiliário e o mercado financeiro, de maneira mais geral”, afirmou o BC dos EUA.

Outra agenda

Investidores mal conseguem esperar pelas vendas ao varejo, relatórios de emprego, dados do PIB (Produto Interno Bruto) ou reuniões do Fed. Enquanto isso, monótonas, as estatísticas sobre o setor imobiliário dos EUA vão em segundo plano.

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Quem quer olhar para frente tem também que olhar para trás. Indicadores como Existing Home Sales, New Home Sales, Pending Home Sales, Building Permits e Construction Spending podem ser os melhores sinalizadores para o rumo da crise do subprime.