Publicidade
SÃO PAULO – No estudo “Desenvolvimento Econômico e Apreçamento de Ativos”, o professor Joe Akira Yoshino, da FEA-USP, trata algumas características macro por meio de fundamentação financeira, de modo a investigar nuances entre o perfil de importantes economias mundiais.
Yoshino destaca que, desde a década de 1960, países em desenvolvimento como Chile, China e Coréia do Sul mostram taxas de investimento ascendentes. No caso chinês, a tendência chega a ser espantosa: “pela primeira vez na história econômica mundial, esta taxa atingiu 45% do PIB (Produto Interno Bruto)”.
Contudo, outro grupo de emergentes parece escapar desse padrão. Países como Brasil e México apresentam investimentos cíclicos, provavelmente por conta das “diferentes escolhas das suas populações com relação ao fluxo temporal de consumo”.
Brasil versus China
Comparando a situação de sete países, o estudo identifica que o investidor brasileiro é o mais impaciente na postergação do consumo e o mais avesso ao risco. Explicações possíveis para o tamanho do juro real demandado como estímulo à poupança no País.
Já os investidores chineses possuem a menor aversão relativa ao risco, o que implica baixa razão entre consumo e PIB (de 52%) e baixo juro real (0,7%), tomando como base o período de 1961 a 2002.