Apesar da alta das bolsas, agenda preocupa e risco-Brasil sobe 5 pontos

Dados econômicos intensificam a percepção de desaceleração nos EUA; Global 40 fecha com alta de 0,69%, a 116,5 centavos de dólar

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SÃO PAULO – Em meio aos dados pessimistas sobre a economia norte-americana, o risco-Brasil terminou com alta de 5 pontos, cotado a 492 pontos-base. Os mercados avaliaram a nomeação de Paul Volcker para chefiar o novo comitê destinado de combate à crise financeira, o que agradou os investidores e ajudou no fechamento positivo das bolsas.

Além do recuo de 0,5% no PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido, os sinais de recessão se estenderam nos Estados Unidos. O volume de pedidos de ordens e entregas de bens duráveis (Durable Good Orders) despencou o dobro do esperado em outubro e a taxa de gastos com consumo no país marcou sua maior queda desde 2001.

Com o clima de instabilidade nos mercados, o preço dos Treasuries fechou com avanço, e os títulos da dívida externa brasileira acompanharam esse movimento. Como a apreciação dos papéis do Tesouro norte-americano foi mais expressiva, o risco-Brasil apresentou avanço.

Risco-Brasil avança

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan fechou a 492 pontos-base, avanço de 5 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, terminou em alta de 0,69% nesta quarta-feira, cotado a 116,50 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 116,50 115,70 +0,69