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SÃO PAULO – A forte queda nas vendas de automóveis no mês de junho e os papéis cotados abaixo dos US$ 10,00, menor patamar em mais de 50 anos, devem resultar em mais cortes no quadro de empregados e liquidações de marcas por parte da GM (General Motors).
Segundo fontes próximas à empresa, as medidas fazem parte de um plano de reestruturação a ser promovido pela GM, que deverá ser posto em pauta na próxima reunião do Conselho, datada para agosto.
As fontes revelaram ao Wall Street Journal que os diretores também apresentarão uma proposta para capitalizar fundos no mercado, com intuito de reverter o quadro depreciativo. Entre as alternativas, especula-se uma oferta de ações ou até a suspensão do pagamento dos dividendos aos acionistas.
O momento realmente é crítico para a montadora. Dos US$ 24 bilhões em caixa, a GM já gastou cerca de US$ 3 bilhões somente neste trimestre, e, segundo estimativas dos analistas do mercado, a multinacional necessita captar em torno de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões para enfrentar a situação.
Questão de estratégia
Nas últimas semanas, o tema mais discutido entre os acionistas majoritários da empresa foi a questão de uma maior diversificação dos negócios, a fim de concorrer com grandes marcas internacionais, como a japonesa Toyota, que trouxe ao mercado dos EUA os compactos e reduziu por demais as vendas da GM.
Por muitos anos, uma marca da montadora foi o domínio do market share do setor automobilístico norte-americano, porém, tal estratégia não tem criados adeptos no momento, que clamam por mais marcas.
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Do outro lado, as críticas apontam que o novo modelo deverá culminar em competição entre as marcas e a perda da liderança entre as montadoras norte-americanas. Os favoráveis afirmam que as marcas agregaram novos consumidores, haja vista a diversificação do portfólio de veículos.
Desemprego em massa
As fontes afirmaram que os administradores trabalham para executar um projeto a fim de reduzir o quadro de funcionários de alto escalão da montadora, ação esta que deverá afetar “milhares” de empregos, revela o jornal.
Em todo o mundo, a GM mantém cerca de 76 mil funcionários de alta escala, que envolvem diretores e engenheiros, sendo que a maioria dos empregados estão em bases norte-americanas. A montadora já havia confirmado o corte de 2 mil cargos.