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Dólar hoje fecha estável, a R$ 5,20, após decisão de juros do Fomc e falas de Powell

A expectativa é pela manutenção dos juros no Brasil

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O dólar fechou a quarta-feira (28) estável no Brasil, com leve alta de 0,01%, a R$ 5,20, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central, no início da noite. A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o cenário externo, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas.

Todas as atenções estão voltadas para primeira Super Quarta do ano, com as divulgações das decisões sobre juros aqui no Brasil, pelo Banco Central, e lá nos EUA, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central estadunidense).

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros na tarde desta quarta-feira, citando a inflação ainda elevada, juntamente com o sólido crescimento econômico, e dando poucas indicações em sua mais recente declaração de política monetária sobre quando os custos dos empréstimos poderão cair novamente. Um pouco antes da decisão de juros dos EUA, o dólar havia virado para alta, que se manteve após a decisão, para depois fechar quase estável.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,01%, aos R$ 5,2080. No ano, a divisa acumula baixa de 5,12%. Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,44% na B3, aos R$ 5,2065.

Na terça-feira, o dólar fechou a R$5,2074, em queda de 1,38%, com as cotações influenciadas pelo recuo da moeda norte-americana no exterior e pela continuidade do fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

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Dólar comercial

O que aconteceu com dólar?

A divisa dos EUA chegou a oscilar abaixo dos R$ 5,20 pela manhã, mais uma vez em função do forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial para a bolsa.

Às 10h05, o dólar à vista atingiu a cotação mínima intradia de R$ 5,1716 (-0,69%), mas na sequência a moeda se reaproximou da estabilidade, com os investidores à espera da decisão do Federal Reserve sobre juros, à tarde, e do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, à noite.

A taxa de juros dos Estados Unidos se mantém entre 3,5% e 3,75%, sem uma grande surpresa para o mercado. Segundo Nicolas Gass, head de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, a tendência de queda de juros traz um fluxo estrangeiro mais intenso para o Brasil, o que favorece a bolsa e colabora para que o dólar caia em relação ao real.

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Apesar de ter encerrado a sessão do dia em estabilidade, o dólar ganhou força globalmente, de acordo com Paula Zogbi estrategista-chefe da Nomad. Ela menciona que o S&P 500 recuou 0,4% no intradiário, com rotação de tech para value. “Isso é reflexo da visão que o Fed pode ser mais duro daqui para frente, o que também levou a uma queda na cotação do ouro após a divulgação da decisão”, disse.

Às 16h02, após o comunicado do Fed e em meio à coletiva do chair da instituição, Jerome Powell, o dólar à vista marcou a máxima de R$ 5,2259 (+0,36%), para depois se aproximar novamente da estabilidade.

Como a decisão do Copom ocorrerá com o mercado fechado, após as 18h30, eventuais reações no câmbio ficarão para a quinta-feira.

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As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o encontro de março.

Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira — dado mais recente — 36,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos.

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No exterior, às 17h17 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,56%, a 96,445.

(Com Reuters)