Ouro fecha estável e prata tomba 8%, com correção após recordes e Fed no radar

Realização de lucros e incertezas sobre juros e política nos EUA influenciam os metais preciosos

Estadão Conteúdo

Barras e moedas de ouro do Reino Unido são exibidas na Baird & Co, em Hatton Garden, Londres, Reino Unido, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Hiba Kola
Barras e moedas de ouro do Reino Unido são exibidas na Baird & Co, em Hatton Garden, Londres, Reino Unido, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Hiba Kola

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O ouro fechou perto da estabilidade e a prata cedeu mais de 8% nesta terça-feira, 27, em possível realização de lucros recentes, mas sem que os investidores percam de vista o risco de um possível novo shutdown e o agravamento das tensões geopolíticas, à véspera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Os riscos à independência do banco central americano é outro ponto de influência sobre os metais preciosos, enquanto o mercado segue na expectativa pelo anúncio de quem ocupará a presidência da instituição a partir de maio.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 0,01%, a US$ 5.082,60 por onça-troy. Já a prata para março tombou 8,26%, a US$ 105,957 a onça-troy.

Espera-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, informe quem será o sucessor de Jerome Powell no comando do Fed ainda nesta semana.

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Para a quarta-feira, o mercado financeiro prevê manutenção dos juros, após o corte de 25 pontos-base em dezembro. Pouco antes do fechamento deste texto, Trump fez novos comentário sobre seu desejo de ver os juros caindo nos EUA.

Ainda este mês, investidores seguem atentos ao cenário político americano, com a possibilidade de uma nova paralisação federal caso os democratas se recusarem a votar o Orçamento até sábado. Tais chances eram de 79% por volta das 15h30 (de Brasília), de acordo com a plataforma Polymarket. “Os mercados agora tratam a estabilidade política como uma variável macroeconômica”, diz o CEO da consultoria financeira deVere Group, Nigel Green.

Os analistas do Maybank observam também que os metais preciosos continuam instigados por pontos críticos geopolíticos, como o desejo de Trump de controlar e estabelecer seus direitos sobre os minerais da Groenlândia, atacar o Irã e os planos para a Venezuela enquanto ocupa o país.

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No entanto, o ouro “permanece vulnerável à realização de lucros e à volatilidade, especialmente à medida que as posições especulativas aumentam”, alerta a Tradu.com.