Mendonça mantém prisão de Careca do INSS, apontado como elo em fraudes no INSS

Ministro segue parecer da PGR e rejeita pedido de soltura do empresário, preso desde 2025 por suspeita de liderar esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários

Marina Verenicz

Careca do INSS é ouvido na CPI — Foto: Reprodução
Careca do INSS é ouvido na CPI — Foto: Reprodução

Publicidade

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta terça-feira (27) manter a prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por participação em um esquema de fraudes nos descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas. A decisão negou pedido da defesa para revogação da custódia.

Antunes está preso preventivamente desde setembro de 2025 e é tratado pelas investigações como um dos principais beneficiários financeiros do esquema, que foi alvo da operação Sem Desconto. O caso tramita sob sigilo no STF.

Na decisão, Mendonça acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República, que se manifestou pela manutenção da prisão. Para a PGR, permanecem presentes os requisitos que justificam a medida cautelar, diante da gravidade dos fatos apurados e do risco de reiteração das condutas investigadas.

Oportunidade com segurança!

Ao rejeitar os argumentos, o ministro manteve a avaliação de que a prisão preventiva segue necessária no estágio atual das investigações. O caso envolve suspeitas de prejuízos a beneficiários da Previdência Social por meio de descontos irregulares em folha, um tema que tem ampliado o escrutínio sobre a governança e os mecanismos de controle do sistema previdenciário.